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Intervenções Paliativas em Obstrução Intestinal Maligna Inoperável: Avaliando os Desfechos


(Inoperable malignant bowel obstruction: palliative interventions outcomes - mixed-methods systematic review, Janeiro de 2024, BMJ Supportive & Palliative Care)


Diante da obstrução intestinal maligna inoperável, a nutrição parenteral (PN) e as gastrostomias descompressivas (GD) surgem como intervenções cruciais, ainda que seus impactos nos desfechos clínicos e na qualidade de vida permaneçam incertos. Esta revisão sistemática mista englobou 47 estudos com 3538 participantes, buscando elucidar essas influências. Embora a evidência atual não confirme a extensão da sobrevida com essas intervenções, pacientes e clínicos acreditam firmemente em seu valor, influenciando decisões terapêuticas. Ambas as intervenções parecem proporcionar aos pacientes um tempo precioso em casa, com a GD oferecendo alívio significativo de náuseas e vômitos. Importante destacar que, apesar de melhorarem a qualidade de vida, ambas carregam fardos significativos. A PN pode manter ou melhorar o status nutricional e de desempenho, ressaltando a necessidade de estudos bem desenhados para avaliar seus impactos na sobrevida.


Insights para a prática:


Valorização do Tempo em Casa: PN e GD podem proporcionar aos pacientes com obstrução intestinal maligna inoperável um tempo valioso em casa, melhorando sua qualidade de vida.Alívio de Sintomas com GD: A GD se destaca no alívio de sintomas como náuseas e vômitos, fundamentais para o bem-estar do paciente.Manutenção do Status Nutricional com PN: A PN apresenta o potencial de manter ou até melhorar o estado nutricional e de desempenho dos pacientes, mesmo diante de desafios clínicos significativos.


04/04/2024


Otimizando a Rota de Suporte Nutricional em Pancreatite Aguda: Insights de Uma Meta-Análise


(*Impact of nutritional support routes on mortality in acute pancreatitis: A network meta-analysis of randomized controlled trials*, Abril de 2024, Journal of Internal Medicine)


Este estudo esclarece o debate em torno das vias de administração nutricional na gestão da pancreatite aguda (PA), um tópico de intensa discussão devido a resultados contraditórios sobre a mortalidade. A análise de rede de 27 ensaios controlados randomizados (n = 1594) revelou que tanto a alimentação nasogástrica (NG) quanto nasojejunal (NJ) reduzem significativamente o risco de mortalidade quando comparadas à estratégia de nada pela boca (nil per os), com RRs de 0.34 e 0.46, respectivamente. Além disso, essas vias de alimentação se mostraram superiores à nutrição parenteral total em termos de redução do risco de mortalidade. Análises de subgrupos, levando em conta a gravidade da PA e o início do suporte nutricional, reforçam esses achados, destacando a alimentação NJ, particularmente quando iniciada dentro de 24 a 48 horas após a admissão, como especialmente benéfica em casos graves. Esses insights são cruciais para a otimização de intervenções nutricionais em PA, sugerindo uma reavaliação das práticas atuais.


Insights para a prática:


- Início Precoce da Alimentação NJ em PA Grave: A alimentação NJ demonstrou uma redução notável na mortalidade quando iniciada dentro das primeiras 24 a 48 horas, especialmente em casos graves.

- Reavaliação do Uso da Alimentação NG: Embora benéfica, a alimentação NG pode não ser a melhor escolha nas primeiras 24 horas, indicando a necessidade de reavaliação dessa prática.

- Preferência pela Alimentação Enteral sobre Parenteral: Tanto a alimentação NG quanto NJ se mostraram superiores à nutrição parenteral total, reforçando a preferência pela via enteral na gestão nutricional da PA.

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